quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Dicas de João de Assis
Manter a criação de pássaros é um hobby que requer dedicação e amor. A criação de curiós, por exemplo, pode trazer alegrias e até troféus a seus donos. Mas o curió, como qualquer outro pássaro, necessita de cuidados especiais para manter sua saúde e até para conseguir se tornar um campeão. Que o diga o criador João de Assis, de 45 anos, 35 criando curiós. João afirma que há vários cuidados a serem tomados, desde a alimentação, procriação até o transporte para campeonatos.
Devido à sua experiência inigualável na arte do curió, João de Assis é procurado diariamente por pessoas de todo o Brasil, querendo dicas e informações sobre o seu trabalho. Nesta entrevista exclusiva ao Jornal dos Passaricultores, João de Assis ensina tudo o que é necessário para iniciar uma criação de curiós e para treinar os pássaros para competição.
1 - Como se inicia uma criação de curiós ?
Como tudo na natureza, com um casal. Pode-se utilizar um macho para até 10 fêmeas. Isso se for um macho bem tratado. As fêmeas ficam em gaiolas individuais, separadas por divisórias, e não podem se ver.
2 - Quais cuidados devem ser tomados na hora de adquirir um curió ?
Primeiro, é importante que esteja adquirindo um pássaro de um criador registrado no Ibama. Antes de comprar observe se o animal é esperto e atento, o contrário pode significar saúde debilitada.
3 - Em que época acontece o acasalamento ?
Acontece, de preferência, de outubro a fevereiro. Quando o macho canta, a fêmea pede a gala para o macho. Ela canta baixinho e levanta a asa. Então, quando ela estiver pedindo a gala o dono deve colocar o macho na gaiola. Depois do acasalamento o macho é retirado novamente.
4 - Como é a criação dos filhotes ?
A fêmea cuida sozinha dos ovos e dos filhotes. Normalmente, uma fêmea põe de 3 a 4 ovos por mês. Com 12 ou 13 dias os passarinhos saem do ovo. Depois de 8 ou 9 dias saem do ninho. Os filhotes podem ser deixados com a mãe por 30 dias, no máximo.
Todo o processo de acasalamento e criação de filhotes é repetido até o final do período de procriação, em fevereiro. O que totaliza cerca de 10 filhotes por ano de cada fêmea.
5 - Qual deve ser a alimentação desses filhotes ?
Deve ser equilibrada com 60% de alpiste; complementos alimentares como milho verde sem cozinhar, que além de alimentar, hidrata; ovo de codorna ou galinha cozido, que são os substitutos da proteína animal que pegariam na natureza (mosquitos); quirela de milho e verduras como almeirão, couve e brócolis, que se tenha certeza que não foram tratados com inseticidas. Pode colocar também o pão francês molhado com água e algumas gotas de Protovit. Atualmente, se usa também a farinha de minhoca. Eu coloco tudo isso ao mesmo tempo na gaiola. A água é mineral. Essa alimentação serve tanto para filhotes como para adultos.
6 - É aconselhável colocar água de banho para a fêmea com os ovos ou filhotes ?
Pode colocar água para banho quando está chocando. A humidade que vai ficar no peitinho da fêmea ajuda na incubação. Mas, depois que o filhote nasce, não se coloca mais água para banho.
7 - Quando deve começar o treinamento para quem cria pássaros de competição ?
Logo que a fêmea põe os ovos, já se deve colocar os CD's para tocar. Meus CD's foram feitos para acompanhar todas as fases de desenvolvimento do curió. Portanto, os pássaros podem ser treinados desde cedo. O filhote do curió é como uma criança, aprende em etapas. Tem gente que já quer que o curió cante como o CD, mas é aos poucos que ele pega. Mesmo ainda no ovo a audição do curió já está desenvolvida, podendo portanto começar o treinamento.
8 - Como deve ser o treinamento do canto ?
O CD deve ser tocado na hora de acordar do pássaro até a hora dele dormir. Liga 30 minutos, desliga 30 minutos. Desse jeito ele não perde a atenção e também não se estressa. Isso deve ser feito até ele aprender. Quando o pássaro aprende pode aumentar o intervalo.
9 - Quanto tempo leva para o curió pegar o canto ?
Isso não tem como a gente prever. Há pássaros que são prodígio e com 60 ou 90 dias já estão cantando, outros demoram 10 meses ou 1 ano. A pessoa não deve desistir, às vezes, um pássaro que demorou 5 ou 6 anos para aprender canta muito.
10 - Qual o melhor lugar para se ter uma criação ? Um apartamento é um bom lugar ?
Não há problema nenhum em ter uma criação num apartamento. O curió já é uma ave doméstica, já convive com o ambiente doméstico. O importante é que seja um local com temperatura média de 25 Graus Celsius e que não tenha corrente de ar.
11 - E para os pássaros que vão participar de campeonatos ? Alguma dica ?
Os curiós de competição devem sair sempre para passear, conhecendo circunstâncias diferentes. É bom passear de carro, ir a locais onde há barulho, fogos e muitas pessoas. Assim o pássaro vai adquirindo confiança ao lado do dono e não se intimida na hora de cantar em uma competição.
12 - E o transporte dos pássaros numa competição, como deve ser feito ?
Para viajar é aconselhável trnsportar o pássaro em um agaiola pequena, ervitando assim que ele se debata na gaiola. Os puleiros têm de ser finos, para que o curió possa ir bem agarrado a eles. Uma viagem de 500 km, por exemplo, requer, no mínimo, dois dias de descando para o pássaro antes de um torneio. Já viagens de avião não são aconselhadas, pois os pássaros sofrem com a pressurização do avião. É importante lembrar, também, que durante a viagem não podem faltar água e milho, para manter o pássaro hidratado.
13 - Para o dia do campeonato, há alguma dica especial ?
O pássaro deve ouvir o CD normalmente. O dono deve deixar ele no carro ouvindo o CD até a hora da apresentação, para ele se sentir em casa, não se esquecendo que o carro deve ficar na sombra. Depois da apresentação, cobre de novo e leva a gaiola para o carro.
14 - Mas, afinal, qual é o segredo da sua família para conseguir essa coleção enorme de troféus ?
Alguns criadores me chamam de "O Mago" do Praia Grande Super Clássico, devido à dificuldade que se tem de ter um curió com o canto clássico. Meu pai descobriu como se ensinava um curió a cantar a canção desejada. Se você colocar dois papagaios juntos eles irão conversar e não imitarão as pessoas ou barulhos do ambiente. Já um papagaio sozinho aprende a imitar a fala dos seres humanos e os barulhos. A mesma coisa acontece com o curió, você só pode ensinar um por vez, apenas um. Esse é o método João de Assis. Se quiser ensinar dois, tem que ter muito espaço para que eles não se comuniquem. Pois se ele ouvir outro pássaro, não aprenderá o CD. Um canário do reino, se ouvir um curió cantando vai imitar o curió. Um canário de apartamento, por exemplo, que não conviva com outros pássaros pode imitar o pardal, se houver muitos por perto. O segredo do sucesso é a dedicaçào, a persistência. Tem que tentar, uma hora consegue.
Para maiores informações sobre o trabalho de João de Assis, ou para adquirir os seus trabalhos, entre em contato:
Devido à sua experiência inigualável na arte do curió, João de Assis é procurado diariamente por pessoas de todo o Brasil, querendo dicas e informações sobre o seu trabalho. Nesta entrevista exclusiva ao Jornal dos Passaricultores, João de Assis ensina tudo o que é necessário para iniciar uma criação de curiós e para treinar os pássaros para competição.
1 - Como se inicia uma criação de curiós ?
Como tudo na natureza, com um casal. Pode-se utilizar um macho para até 10 fêmeas. Isso se for um macho bem tratado. As fêmeas ficam em gaiolas individuais, separadas por divisórias, e não podem se ver.
2 - Quais cuidados devem ser tomados na hora de adquirir um curió ?
Primeiro, é importante que esteja adquirindo um pássaro de um criador registrado no Ibama. Antes de comprar observe se o animal é esperto e atento, o contrário pode significar saúde debilitada.
3 - Em que época acontece o acasalamento ?
Acontece, de preferência, de outubro a fevereiro. Quando o macho canta, a fêmea pede a gala para o macho. Ela canta baixinho e levanta a asa. Então, quando ela estiver pedindo a gala o dono deve colocar o macho na gaiola. Depois do acasalamento o macho é retirado novamente.
Meses para reprodução das aves canoras no Brasil: Fraco: Maio, Junho e Julho;
Regular: Abril, Agosto e Setembro;
Bom: Março e Outubro;
Ótimo: Novembro, Janeiro e Fevereiro;
Excelente: Dezembro;
4 - Como é a criação dos filhotes ?
A fêmea cuida sozinha dos ovos e dos filhotes. Normalmente, uma fêmea põe de 3 a 4 ovos por mês. Com 12 ou 13 dias os passarinhos saem do ovo. Depois de 8 ou 9 dias saem do ninho. Os filhotes podem ser deixados com a mãe por 30 dias, no máximo.
Todo o processo de acasalamento e criação de filhotes é repetido até o final do período de procriação, em fevereiro. O que totaliza cerca de 10 filhotes por ano de cada fêmea.
5 - Qual deve ser a alimentação desses filhotes ?
Deve ser equilibrada com 60% de alpiste; complementos alimentares como milho verde sem cozinhar, que além de alimentar, hidrata; ovo de codorna ou galinha cozido, que são os substitutos da proteína animal que pegariam na natureza (mosquitos); quirela de milho e verduras como almeirão, couve e brócolis, que se tenha certeza que não foram tratados com inseticidas. Pode colocar também o pão francês molhado com água e algumas gotas de Protovit. Atualmente, se usa também a farinha de minhoca. Eu coloco tudo isso ao mesmo tempo na gaiola. A água é mineral. Essa alimentação serve tanto para filhotes como para adultos.
6 - É aconselhável colocar água de banho para a fêmea com os ovos ou filhotes ?
Pode colocar água para banho quando está chocando. A humidade que vai ficar no peitinho da fêmea ajuda na incubação. Mas, depois que o filhote nasce, não se coloca mais água para banho.
7 - Quando deve começar o treinamento para quem cria pássaros de competição ?
Logo que a fêmea põe os ovos, já se deve colocar os CD's para tocar. Meus CD's foram feitos para acompanhar todas as fases de desenvolvimento do curió. Portanto, os pássaros podem ser treinados desde cedo. O filhote do curió é como uma criança, aprende em etapas. Tem gente que já quer que o curió cante como o CD, mas é aos poucos que ele pega. Mesmo ainda no ovo a audição do curió já está desenvolvida, podendo portanto começar o treinamento.
8 - Como deve ser o treinamento do canto ?
O CD deve ser tocado na hora de acordar do pássaro até a hora dele dormir. Liga 30 minutos, desliga 30 minutos. Desse jeito ele não perde a atenção e também não se estressa. Isso deve ser feito até ele aprender. Quando o pássaro aprende pode aumentar o intervalo.
9 - Quanto tempo leva para o curió pegar o canto ?
Isso não tem como a gente prever. Há pássaros que são prodígio e com 60 ou 90 dias já estão cantando, outros demoram 10 meses ou 1 ano. A pessoa não deve desistir, às vezes, um pássaro que demorou 5 ou 6 anos para aprender canta muito.
10 - Qual o melhor lugar para se ter uma criação ? Um apartamento é um bom lugar ?
Não há problema nenhum em ter uma criação num apartamento. O curió já é uma ave doméstica, já convive com o ambiente doméstico. O importante é que seja um local com temperatura média de 25 Graus Celsius e que não tenha corrente de ar.
11 - E para os pássaros que vão participar de campeonatos ? Alguma dica ?
Os curiós de competição devem sair sempre para passear, conhecendo circunstâncias diferentes. É bom passear de carro, ir a locais onde há barulho, fogos e muitas pessoas. Assim o pássaro vai adquirindo confiança ao lado do dono e não se intimida na hora de cantar em uma competição.
12 - E o transporte dos pássaros numa competição, como deve ser feito ?
Para viajar é aconselhável trnsportar o pássaro em um agaiola pequena, ervitando assim que ele se debata na gaiola. Os puleiros têm de ser finos, para que o curió possa ir bem agarrado a eles. Uma viagem de 500 km, por exemplo, requer, no mínimo, dois dias de descando para o pássaro antes de um torneio. Já viagens de avião não são aconselhadas, pois os pássaros sofrem com a pressurização do avião. É importante lembrar, também, que durante a viagem não podem faltar água e milho, para manter o pássaro hidratado.
13 - Para o dia do campeonato, há alguma dica especial ?
O pássaro deve ouvir o CD normalmente. O dono deve deixar ele no carro ouvindo o CD até a hora da apresentação, para ele se sentir em casa, não se esquecendo que o carro deve ficar na sombra. Depois da apresentação, cobre de novo e leva a gaiola para o carro.
14 - Mas, afinal, qual é o segredo da sua família para conseguir essa coleção enorme de troféus ?
Alguns criadores me chamam de "O Mago" do Praia Grande Super Clássico, devido à dificuldade que se tem de ter um curió com o canto clássico. Meu pai descobriu como se ensinava um curió a cantar a canção desejada. Se você colocar dois papagaios juntos eles irão conversar e não imitarão as pessoas ou barulhos do ambiente. Já um papagaio sozinho aprende a imitar a fala dos seres humanos e os barulhos. A mesma coisa acontece com o curió, você só pode ensinar um por vez, apenas um. Esse é o método João de Assis. Se quiser ensinar dois, tem que ter muito espaço para que eles não se comuniquem. Pois se ele ouvir outro pássaro, não aprenderá o CD. Um canário do reino, se ouvir um curió cantando vai imitar o curió. Um canário de apartamento, por exemplo, que não conviva com outros pássaros pode imitar o pardal, se houver muitos por perto. O segredo do sucesso é a dedicaçào, a persistência. Tem que tentar, uma hora consegue.
Para maiores informações sobre o trabalho de João de Assis, ou para adquirir os seus trabalhos, entre em contato:
sábado, 2 de julho de 2011
Laboratório para Sexagem
Hoje recebi um e-mail de um novato na criação de Curiós. Ele não sabia como confirmar o sexo do filhote, respondi e achei que seria útil divulgar o laboratório que passei a usar depois que o Exon não faz mais este exame.
Entrei no site da Citocel fiz meu cadastro e vi que tinham um bom preço.
Ta ai a indicação:
http://www.citocel.com.br/
O valor esta R$ 10,00.
Caso queiram, acrescentem outros laboratórios que possam nos atender.
Abraços
Entrei no site da Citocel fiz meu cadastro e vi que tinham um bom preço.
Ta ai a indicação:
http://www.citocel.com.br/
O valor esta R$ 10,00.
Caso queiram, acrescentem outros laboratórios que possam nos atender.
Abraços
quinta-feira, 23 de junho de 2011
No canto dos curiós, a harmonia da natureza
Criação de passarinhos, uma prática cada vez mais cultivada em todo o Brasil, até mesmo para fins comerciais. Sabiás, curiós e bicudos são os que mais atraem criadores e ornitófilos. Em Santarém, os pequenos pássaros harmonizam a vida das pessoas e despertam o interesse de criadores e especialistas em estudar o canto das aves.
A estimativa de vida de um curió é de 20 anos em cativeiro. Num criatório de Santarém, antes mesmo de nascer, o filhote já recebe aulas de canto. E muitas vezes pais, meio desafinados, precisam ser afastados para não atrapalharem o desenvolvimento dos filhotes.
Os ornitólogos afirmam que dentro do ovo o passarinho já pode ouvir e reconhecer as diferentes tonalidades da voz. Tem curió que já ficou famoso, gravou até CD. E os pequenos curiós ouvem música clássica de passarinho desde cedo para aprenderem a cantar mais bonito.
Um tem apenas nove dias e está sendo anilhado, isto é, está recebendo o selo do Ibama que garante que ele nasceu em cativeiro legalizado. Cada anilha custa 3 reais e só pode ser vendida a criadores registrados no Ibama.
Um criatório, mesmo amador precisa da autorização do órgão para existir legalmente. Curiós, sabiás, bicudos são aves nativas da região e, portanto, propriedades do Estado, explica Freixinho.
De vez em quando o criatório recebe a visita ilustre de outras aves. Entre as aves tem uma bastante comum na região, a pipira preta. A alimentação dela é bem simples e regional, a manga.
Os curiós e bicudos não comem manga. A dieta delas é um pouco mais balanceada com verduras, legumes, sementes, que o criador se encarrega de plantar no quintal de casa. Um dos alimentos comuns destes tipos de pássaros é o sorgo doce, um parente do milho, um verdadeiro manjar para os passarinhos.
Por Wal Nascimento e Ormano Sousa, Agência Tapajós de Notícia
A estimativa de vida de um curió é de 20 anos em cativeiro. Num criatório de Santarém, antes mesmo de nascer, o filhote já recebe aulas de canto. E muitas vezes pais, meio desafinados, precisam ser afastados para não atrapalharem o desenvolvimento dos filhotes.
Os ornitólogos afirmam que dentro do ovo o passarinho já pode ouvir e reconhecer as diferentes tonalidades da voz. Tem curió que já ficou famoso, gravou até CD. E os pequenos curiós ouvem música clássica de passarinho desde cedo para aprenderem a cantar mais bonito.
Um tem apenas nove dias e está sendo anilhado, isto é, está recebendo o selo do Ibama que garante que ele nasceu em cativeiro legalizado. Cada anilha custa 3 reais e só pode ser vendida a criadores registrados no Ibama.
Um criatório, mesmo amador precisa da autorização do órgão para existir legalmente. Curiós, sabiás, bicudos são aves nativas da região e, portanto, propriedades do Estado, explica Freixinho.
De vez em quando o criatório recebe a visita ilustre de outras aves. Entre as aves tem uma bastante comum na região, a pipira preta. A alimentação dela é bem simples e regional, a manga.
Os curiós e bicudos não comem manga. A dieta delas é um pouco mais balanceada com verduras, legumes, sementes, que o criador se encarrega de plantar no quintal de casa. Um dos alimentos comuns destes tipos de pássaros é o sorgo doce, um parente do milho, um verdadeiro manjar para os passarinhos.
Por Wal Nascimento e Ormano Sousa, Agência Tapajós de Notícia
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Nova temporada Fêmeas prontas para Cruzar
Após dois meses de preparo: muda, soltura em viveiro para fortalecer musculatura e muitos cuidados especiais, elas estão prontas para receberem os Galadores e produzir suas primeiras minhadas.
Estas fêmeas vieram de Varre Saí - RJ e dão inicio a minha criação. A escolha do macho ideal também fez parte da preparação. Agora é deixar a natureza seguir seu rumo.
Quem estiver interessado e trocar idéias basta postar seu comentário. Respodenrei o mais breve possível.
Sidney Fuli
Estas fêmeas vieram de Varre Saí - RJ e dão inicio a minha criação. A escolha do macho ideal também fez parte da preparação. Agora é deixar a natureza seguir seu rumo.
Quem estiver interessado e trocar idéias basta postar seu comentário. Respodenrei o mais breve possível.
Sidney Fuli
Maio/2011
Maio/2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Recomeço ... Aquilo que já sabemos, mas vale relembrar.
Reprodução dos Curiós em Cativeiro
Apesar da facilidade de acesso às informações disponíveis na literatura e na internet, da diversidade de acessórios, medicamentos, rações, complexos de vitaminas e aminoácidos, prebióticos e probióticos, e, principalmente, da disponibilidade de matrizes, produtos de muitas gerações reproduzidas em cativeiro, os índices zootécnicos na criação de curiós apresentam números modestos. Isso nos parece demonstrar que pouca importância se tem dado à questão da habilidade materna das fêmeas em função da seleção de outras virtudes, como fibra, repetição e qualidade de canto. O abuso nos cruzamentos consangüíneos também colabora para o enfraquecimento fisiológico dos pássaros. Sabe-se que os criadores amadoristas apresentam, por vezes, resultados muito melhores, principalmente por cuidarem pessoalmente dos pássaros, com a dedicação típica dos apaixonados.
A reprodução de curiós poderá ser feita em viveiros ou em gaiolas criadeiras. A preferência recai sobre as gaiolas, que permitem um melhor controle da atividade e o emprego de um macho galador para até 6 fêmeas. Assim, um curió macho com qualidade superior poderá gerar muitos filhos em uma temporada. Apesar da reprodução ser possível com machos de 18 meses e fêmeas de um ano, o ideal é empregar fêmeas com dois ou três anos e machos com a definitiva plumagem negra.
O local onde estarão reunidas as gaiolas deverá ser livre de perturbações, com uma temperatura variando de 26 a 33° e umidade relativa entre 50 e 65%. Deverá ser bem iluminado e receber sol pela manhã - fator que considero importantíssimo. Nunca esquecer de colocar areia limpa ou grit mineral para as matrizes. Naturalmente apresentamos as condições ideais, o que não significa que alguma variação inviabilize a reprodução de curiós.
As gaiolas devem estar dispostas em prateleiras, ligeiramente afastadas das paredes e com uma divisória móvel entre elas, para que uma fêmea não veja a outra.
Esse dispositivo deve ser arrumado dois meses antes do inicio da estação reprodutiva, para evitar que as fêmeas estranhem o local. Deve ser ministrado vermífugo para todos os pássaros no inicio de agosto, e repetido 20 dias depois. Não se deve permitir a entrada no criatório de novas aves ou de pessoas estranhas aos pássaros durante o ciclo reprodutivo, que vai de setembro a abril.
Costumo ministrar Protovit Pedriátrico e Avitrin E por 20 dias seguidos, para todos os galadores e fêmeas, durante o mês de agosto. Durante todo o período reprodutivo, administro, ainda, umas 3 gotas em cada bebedouro, de Cetiva AE por semana, para todo o plantel.
Os curiós machos galadores devem ser mostrados por alguns momentos para as fêmeas quando se aproxima a estação reprodutiva, para despertar o instinto sexual. As fêmeas devem ouvir o canto dos machos galadores.Há machos que não suportam bem a vida nas prateleiras, esfriando e perdendo o interesse por fêmeas. Esses devem ser mantidos em outro ambiente, sendo trazidos para a prateleira apenas para galar. É desejável, no entanto, que continuem ouvindo as fêmeas e sendo ouvido por elas.
Deve-se observar o máximo de higiene com gaiolas, ninhos e alimentos. O milho verde, ainda bem macio, isento de agrotóxicos, pode ser oferecido 2 vezes por semana e uma boa farinhada deve ser mantida nos comedouros. Nos dois primeiros dias de vida dos filhotes o milho verde, bem macio, se constitui em excelente alimento pois facilita o funcionamento do aparelho digestivo. O alpiste cozido e misturado ou não à farinhada também é excelente opção. Cuidar para que não fique muito tempo na gaiola, para evitar fermentação e desenvolvimento de colônia de fungos. Nos próximos dias, o milho deve ser servido, no máximo, duas vezes por semana. Muito cuidado com a possibilidade de fermentação no milho. Nunca esquecer de retirar o milho da gaiola no final do dia. Se for oferecido milho verde diariamente para uma fêmea com filhotes, esta o empregará preferencialmente em sua alimentação, desbalanceando a dieta e comprometendo o desenvolvimento da ninhada. Como o milho verde não é tão rico em proteínas e outros nutrientes, devemos incentiva-la a consumir rações e farinhadas.
No inicio de setembro, os ninhos próprios para curiós devem ser colocados nas gaiolas das fêmeas. São melhores os confeccionados com bucha vegetal e revestidos com tecido de algodão na fixação à armação de arame, facilmente encontrados em lojas especializadas. Devem ser instalados no fundo da gaiola, no compartimento oposto ao que será usado para a entrada do galador e em um nível ligeiramente mais baixo que o do poleiro mais alto, para evitar que a fêmea empolere nele para dormir, defecando em seu interior. Embora não seja fundamental, por fora da gaiola pode ser colocada uma proteção que aumente a privacidade da fêmea, melhorando sua sensação de segurança para chocar. Existem cartões feitos de bucha vegetal vendidos em lojas especializadas. Alguns ramos de vegetais artificiais também podem ser usados. O emprego de bucha vegetal no ninho e na proteção é recomendado por facilitar a circulação de ar, ser lavável e apresentar um aspecto natural. As fêmeas deverão estar com as unhas aparadas, pois unhas compridas podem enroscar na forração do ninho arrastando-a para fora. Também podem ferir filhotes. Colocar a disposição da fêmea um maço de raízes de capim ou fibras de côco cortado, ou ainda fibras de cizal, para que a fêmea prepare seu ninho para postura.
Nota-se que uma fêmea está se aprontando para a reprodução quando ela inicia a organização do seu ninho. Ela limpa o ninho todo, retirando cascas de grãos e algumas fezes secas. Começa a puchar com o bico o material fornecido - capim, cizal ou raiz - e levá-lo para o ninho. Deita-se no ninho, ajeitando o material, rodopiando sobre ele. É o que chamamos vulgarmente de "rodar o ninho". Observe o vídeo abaixo, onde a fêmea de curió Pena Branca demonstra o que foi dito acima. Outro sinal importante: neste período, a fêmea aumenta substancialmente o consumo de água, indicando que está na fase que chamamos de início do "cio". Esse momento é fundamental para o manejo reprodutivo do curió.
Deve-se observar a fêmea quando aproximamos o macho galador. O macho estufa as penas e canta para impressionar a fêmea. A fêmea baixa as asas, fecha os olhos e toma uma postura receptiva, em formato de "V", conforme demonstrado no outro vídeo abaixo, quando a mesma fêmea Pena Branca pede a gala para o galador Delegado. Esse é o momento em que ela aceitará o macho. Se o momento for perdido, provavelmente teremos uma postura de ovos claros ou brancos. Se o macho for colocado antes da fêmea aceitá-lo (ou pedir a gala) é briga certa. Algumas fêmeas mais agressivas podem ser mudadas de ambiente para a gala, pois diminuem o seu instinto territorialista. Fêmeas mais agressivas não devem ser acasaladas com machos inexperientes, pois esses poderão ficar inibidos para a reprodução. Uma forma muito interessante é tentar colocá-los para cruzar pela manhã, bem cedo, quando o dia está clareando.
Posicionamos as gaiolas lado a lado, com as janelas dos passadores laterais alinhadas e com a divisória impedindo que o casal se veja. Retiramos a divisória vagarosamente por um momento e observamos a reação da fêmea. Observe que por vezes ela baixa, mas fica observando o macho. É sinal de que ainda não está totalmente receptiva e que poderá atacar o macho. Quando está realmente pronta, ela baixa, levanta bem a cauda, colocando-se em posição de "V", e costuma fechar os olhos.
Se pedir gala, abrem-se os passadores e permite-se a entrada do macho galador na gaiola da fêmea. Se tudo correr bem a gala é muito rápida. O galador retorna rapidamente para sua gaiola.
Colocamos imediatamente a divisória da gaiola da fêmea, separando o casal. Há necessidade de treinarmos os galadores nesse manejo. Fazemos várias passagens empregando uma gaiola de reprodução vazia para que ele se acostume com dimensões, posições dos poleiros e porta do passador.
Conforme mencionado anteriormente, no amanhecer tem-se o momento mais adequado para a gala. É comum uma fêmea baixar no primeiro dia e só aceitar o macho no segundo. Algumas fêmeas aceitam a gala mais de uma vez por dia e por dois ou tres dias. Há fêmeas que após serem galadas uma única vez, não aceitam mais o macho. Alguns machos se permanecerem muito tempo perto de fêmeas no cio perdem o interesse. Melhor levá-los para perto das fêmeas somente para galar. Somente a observação e o conhecimento do plantel permitirão atender a individualidade de cada pássaro. Procure conhecer seus pássaros registrando anotações de tudo o que for observado.
Machos que não concluíram bem a muda de penas costumam apresentar problemas de fertilidade. Um macho deve cobrir apenas uma fêmea por dia. Normalmente uma cobertura é suficiente para cada postura. A maioria dos criadores costuma permitir duas galas, em dois dias seguidos ou uma pela manhã e outra à tarde. Não costumamos repetir a gala se a observação mostrou que tudo correu bem.
Costuma acontecer com alguns curiós machos galadores novos, que ainda estão inexperientes, a galada falsa: eles sobrevoam a fêmea, porém, no momento do "encontro das cloacas", ou ele ou ela saem antes do tempo, gerando, com isso, ovos brancos colocados pelas fêmeas. A galada bem feita é aquela em que o curió galador, ao final de todo o processo, dá aquela encostada na cloaca da fêmea (o que, vulgarmente, chamamos de "selada"), quando, geralmente, ele projeta o corpo um pouco para trás. O curió galador novo aprende com a prática, aperfeiçoando seu instinto reprodutor. Logo, o ideal é utilizá-lo com fêmeas mais experientes, mais tranquilas, daquelas que costumam pedir gala fácil e, digamos, dão todo o tempo do mundo para eles aprenderem logo.
Dois ou tres dias após a gala tem início a postura. Se a fêmea iniciar o choco após a postura do primeiro ovo devemos remover o ovo com muito cuidado e substituí-lo por um indez de plástico (a venda nas lojas do ramo). O ovo retirado deve ser armazenado em local seco e fresco, sobre sementes de arroz descascado muito limpas, sendo virados duas vezes por dia. Quando a fêmea tiver botado o último ovo recolocamos o que foi retirado, de modo a que todos os filhos nasçam no mesmo dia. A postura normal é de 2 ovos e excepcionalmente 3. Observar dificuldades com a postura permanecendo em condições de prestar socorro para fêmea com “ovo atravessado”.
Sugiro a leitura do artigo do Sr. Gilson Barbosa entitulado de “Cópula e Prostração”, cujo extrato está transcrito nesse site.
É comum uma fêmea botar e não iniciar o choco, ou mesmo largar o choco nos primeiros dias, principalmente se a fêmea for nova. Nesse caso a solução é a passagem dos ovos para outra fêmea ou mesmo para fêmeas de Manon (são ótimas amas), ou ainda canárias do reino. O uso de chocadeira com viragem automática para ovos de pássaros apresenta bons resultados. O período de incubação varia de 12 a 13 dias, sendo mais comum a eclosão no 13º dia.
Após o nascimento, a fêmea normalmente cuida sozinha dos filhotes, e só devemos intervir se algo de errado estiver acontecendo. No entanto, os filhotes também podem ser mantidos em incubadoras, a uma temperatura de 33 graus, sendo alimentados com papas produzidas pela industria especializada com o auxilio de uma seringa. Sugerimos a leitura do artigo Incubação Artificial e Alimentação Manual de Filhotes.
Substitua a farinhada, no mínimo, duas vezes no dia. Inclua um premix. Muitos criadores incluem antibióticos na farinhada que alimentará os filhotes para evitar diarréias. Pessoalmente entendo que a manutenção da higidez do plantel e do criatório por si só garantem o sucesso da reprodução. Quando a fêmea maltratar os filhotes, bicando e arrancando seus cartuchos de penas, podemos empregar, no ninho, uma proteção com tela de viveiro para que continue a alimentá-los sem poder bicá-los.
Há necessidade de muita observação nesse período. Os filhotes não podem passar fome ou frio. Se a fêmea não os estiver alimentando suficientemente, complemente sua dieta com papas e seringa. Nunca sacie totalmente o filhote, pois esse passaria a não pedir comida à mãe, que acabaria por esquecê-lo. Substitua o ninho por outro higienizado sempre que notar que o atual está comprometido.
No 5 º ou 6° dia efetua-se o anilhamento. O processo é muito simples. Juntam-se os 3 dedos anteriores e os inserimos grupados através da anilha (pode ser em qualquer das patas). O dedo posterior será dobrado para cima e para traz, alinhado com perna. Há fêmeas que começam a bicar a anilha dos filhotes. Se ocorrer há necessidade de proteção do ninho com tela.
Com 13 ou 14 dias os filhotes deixam o ninho. Poderão ser separados da mãe com 35 ou 40 dias, somente quando já estiverem comendo sozinhos.
Após a saída dos filhotes do ninho, devemos substituir o ninho, pois logo a fêmea reiniciará o processo reprodutivo. Poderá ocorrer de uma fêmea aprontar e pedir gala mesmo enquanto ainda está alimentando os filhotes. Não há inconveniente em que a fêmea continue alimentando os filhotes e chocando a nova ninhada. É preciso muita atenção para não perder o momento indicado para a gala. Os filhotes devem ser separados da mãe no momento da cópula. O macho e os filhotes não deverão ficar no mesmo compartimento. É possível inserir a grade separadora na gaiola da fêmea, mantendo os filhotes em um lado e a fêmea no outro.
Quando as fêmas estão agressivas com os filhotes, a grade separadoura poderá manter filhotes e fêmea separados. Ainda assim ela continuará a alimentá-los pelos intervalos dos arames.
Ao serem separados da mãe, os filhotes devem ser mantidos juntos por mais um ou dois meses, para que se sintam mais seguros. Esse procedimento poderá ser consorciado com o método de vetorização de canto do criatório.
Apesar da facilidade de acesso às informações disponíveis na literatura e na internet, da diversidade de acessórios, medicamentos, rações, complexos de vitaminas e aminoácidos, prebióticos e probióticos, e, principalmente, da disponibilidade de matrizes, produtos de muitas gerações reproduzidas em cativeiro, os índices zootécnicos na criação de curiós apresentam números modestos. Isso nos parece demonstrar que pouca importância se tem dado à questão da habilidade materna das fêmeas em função da seleção de outras virtudes, como fibra, repetição e qualidade de canto. O abuso nos cruzamentos consangüíneos também colabora para o enfraquecimento fisiológico dos pássaros. Sabe-se que os criadores amadoristas apresentam, por vezes, resultados muito melhores, principalmente por cuidarem pessoalmente dos pássaros, com a dedicação típica dos apaixonados.
A reprodução de curiós poderá ser feita em viveiros ou em gaiolas criadeiras. A preferência recai sobre as gaiolas, que permitem um melhor controle da atividade e o emprego de um macho galador para até 6 fêmeas. Assim, um curió macho com qualidade superior poderá gerar muitos filhos em uma temporada. Apesar da reprodução ser possível com machos de 18 meses e fêmeas de um ano, o ideal é empregar fêmeas com dois ou três anos e machos com a definitiva plumagem negra.
O local onde estarão reunidas as gaiolas deverá ser livre de perturbações, com uma temperatura variando de 26 a 33° e umidade relativa entre 50 e 65%. Deverá ser bem iluminado e receber sol pela manhã - fator que considero importantíssimo. Nunca esquecer de colocar areia limpa ou grit mineral para as matrizes. Naturalmente apresentamos as condições ideais, o que não significa que alguma variação inviabilize a reprodução de curiós.
As gaiolas devem estar dispostas em prateleiras, ligeiramente afastadas das paredes e com uma divisória móvel entre elas, para que uma fêmea não veja a outra.
Esse dispositivo deve ser arrumado dois meses antes do inicio da estação reprodutiva, para evitar que as fêmeas estranhem o local. Deve ser ministrado vermífugo para todos os pássaros no inicio de agosto, e repetido 20 dias depois. Não se deve permitir a entrada no criatório de novas aves ou de pessoas estranhas aos pássaros durante o ciclo reprodutivo, que vai de setembro a abril.
Costumo ministrar Protovit Pedriátrico e Avitrin E por 20 dias seguidos, para todos os galadores e fêmeas, durante o mês de agosto. Durante todo o período reprodutivo, administro, ainda, umas 3 gotas em cada bebedouro, de Cetiva AE por semana, para todo o plantel.
Os curiós machos galadores devem ser mostrados por alguns momentos para as fêmeas quando se aproxima a estação reprodutiva, para despertar o instinto sexual. As fêmeas devem ouvir o canto dos machos galadores.Há machos que não suportam bem a vida nas prateleiras, esfriando e perdendo o interesse por fêmeas. Esses devem ser mantidos em outro ambiente, sendo trazidos para a prateleira apenas para galar. É desejável, no entanto, que continuem ouvindo as fêmeas e sendo ouvido por elas.
Deve-se observar o máximo de higiene com gaiolas, ninhos e alimentos. O milho verde, ainda bem macio, isento de agrotóxicos, pode ser oferecido 2 vezes por semana e uma boa farinhada deve ser mantida nos comedouros. Nos dois primeiros dias de vida dos filhotes o milho verde, bem macio, se constitui em excelente alimento pois facilita o funcionamento do aparelho digestivo. O alpiste cozido e misturado ou não à farinhada também é excelente opção. Cuidar para que não fique muito tempo na gaiola, para evitar fermentação e desenvolvimento de colônia de fungos. Nos próximos dias, o milho deve ser servido, no máximo, duas vezes por semana. Muito cuidado com a possibilidade de fermentação no milho. Nunca esquecer de retirar o milho da gaiola no final do dia. Se for oferecido milho verde diariamente para uma fêmea com filhotes, esta o empregará preferencialmente em sua alimentação, desbalanceando a dieta e comprometendo o desenvolvimento da ninhada. Como o milho verde não é tão rico em proteínas e outros nutrientes, devemos incentiva-la a consumir rações e farinhadas.
No inicio de setembro, os ninhos próprios para curiós devem ser colocados nas gaiolas das fêmeas. São melhores os confeccionados com bucha vegetal e revestidos com tecido de algodão na fixação à armação de arame, facilmente encontrados em lojas especializadas. Devem ser instalados no fundo da gaiola, no compartimento oposto ao que será usado para a entrada do galador e em um nível ligeiramente mais baixo que o do poleiro mais alto, para evitar que a fêmea empolere nele para dormir, defecando em seu interior. Embora não seja fundamental, por fora da gaiola pode ser colocada uma proteção que aumente a privacidade da fêmea, melhorando sua sensação de segurança para chocar. Existem cartões feitos de bucha vegetal vendidos em lojas especializadas. Alguns ramos de vegetais artificiais também podem ser usados. O emprego de bucha vegetal no ninho e na proteção é recomendado por facilitar a circulação de ar, ser lavável e apresentar um aspecto natural. As fêmeas deverão estar com as unhas aparadas, pois unhas compridas podem enroscar na forração do ninho arrastando-a para fora. Também podem ferir filhotes. Colocar a disposição da fêmea um maço de raízes de capim ou fibras de côco cortado, ou ainda fibras de cizal, para que a fêmea prepare seu ninho para postura.
Nota-se que uma fêmea está se aprontando para a reprodução quando ela inicia a organização do seu ninho. Ela limpa o ninho todo, retirando cascas de grãos e algumas fezes secas. Começa a puchar com o bico o material fornecido - capim, cizal ou raiz - e levá-lo para o ninho. Deita-se no ninho, ajeitando o material, rodopiando sobre ele. É o que chamamos vulgarmente de "rodar o ninho". Observe o vídeo abaixo, onde a fêmea de curió Pena Branca demonstra o que foi dito acima. Outro sinal importante: neste período, a fêmea aumenta substancialmente o consumo de água, indicando que está na fase que chamamos de início do "cio". Esse momento é fundamental para o manejo reprodutivo do curió.
Deve-se observar a fêmea quando aproximamos o macho galador. O macho estufa as penas e canta para impressionar a fêmea. A fêmea baixa as asas, fecha os olhos e toma uma postura receptiva, em formato de "V", conforme demonstrado no outro vídeo abaixo, quando a mesma fêmea Pena Branca pede a gala para o galador Delegado. Esse é o momento em que ela aceitará o macho. Se o momento for perdido, provavelmente teremos uma postura de ovos claros ou brancos. Se o macho for colocado antes da fêmea aceitá-lo (ou pedir a gala) é briga certa. Algumas fêmeas mais agressivas podem ser mudadas de ambiente para a gala, pois diminuem o seu instinto territorialista. Fêmeas mais agressivas não devem ser acasaladas com machos inexperientes, pois esses poderão ficar inibidos para a reprodução. Uma forma muito interessante é tentar colocá-los para cruzar pela manhã, bem cedo, quando o dia está clareando.
Posicionamos as gaiolas lado a lado, com as janelas dos passadores laterais alinhadas e com a divisória impedindo que o casal se veja. Retiramos a divisória vagarosamente por um momento e observamos a reação da fêmea. Observe que por vezes ela baixa, mas fica observando o macho. É sinal de que ainda não está totalmente receptiva e que poderá atacar o macho. Quando está realmente pronta, ela baixa, levanta bem a cauda, colocando-se em posição de "V", e costuma fechar os olhos.
Se pedir gala, abrem-se os passadores e permite-se a entrada do macho galador na gaiola da fêmea. Se tudo correr bem a gala é muito rápida. O galador retorna rapidamente para sua gaiola.
Colocamos imediatamente a divisória da gaiola da fêmea, separando o casal. Há necessidade de treinarmos os galadores nesse manejo. Fazemos várias passagens empregando uma gaiola de reprodução vazia para que ele se acostume com dimensões, posições dos poleiros e porta do passador.
Conforme mencionado anteriormente, no amanhecer tem-se o momento mais adequado para a gala. É comum uma fêmea baixar no primeiro dia e só aceitar o macho no segundo. Algumas fêmeas aceitam a gala mais de uma vez por dia e por dois ou tres dias. Há fêmeas que após serem galadas uma única vez, não aceitam mais o macho. Alguns machos se permanecerem muito tempo perto de fêmeas no cio perdem o interesse. Melhor levá-los para perto das fêmeas somente para galar. Somente a observação e o conhecimento do plantel permitirão atender a individualidade de cada pássaro. Procure conhecer seus pássaros registrando anotações de tudo o que for observado.
Machos que não concluíram bem a muda de penas costumam apresentar problemas de fertilidade. Um macho deve cobrir apenas uma fêmea por dia. Normalmente uma cobertura é suficiente para cada postura. A maioria dos criadores costuma permitir duas galas, em dois dias seguidos ou uma pela manhã e outra à tarde. Não costumamos repetir a gala se a observação mostrou que tudo correu bem.
Costuma acontecer com alguns curiós machos galadores novos, que ainda estão inexperientes, a galada falsa: eles sobrevoam a fêmea, porém, no momento do "encontro das cloacas", ou ele ou ela saem antes do tempo, gerando, com isso, ovos brancos colocados pelas fêmeas. A galada bem feita é aquela em que o curió galador, ao final de todo o processo, dá aquela encostada na cloaca da fêmea (o que, vulgarmente, chamamos de "selada"), quando, geralmente, ele projeta o corpo um pouco para trás. O curió galador novo aprende com a prática, aperfeiçoando seu instinto reprodutor. Logo, o ideal é utilizá-lo com fêmeas mais experientes, mais tranquilas, daquelas que costumam pedir gala fácil e, digamos, dão todo o tempo do mundo para eles aprenderem logo.
Dois ou tres dias após a gala tem início a postura. Se a fêmea iniciar o choco após a postura do primeiro ovo devemos remover o ovo com muito cuidado e substituí-lo por um indez de plástico (a venda nas lojas do ramo). O ovo retirado deve ser armazenado em local seco e fresco, sobre sementes de arroz descascado muito limpas, sendo virados duas vezes por dia. Quando a fêmea tiver botado o último ovo recolocamos o que foi retirado, de modo a que todos os filhos nasçam no mesmo dia. A postura normal é de 2 ovos e excepcionalmente 3. Observar dificuldades com a postura permanecendo em condições de prestar socorro para fêmea com “ovo atravessado”.
Sugiro a leitura do artigo do Sr. Gilson Barbosa entitulado de “Cópula e Prostração”, cujo extrato está transcrito nesse site.
É comum uma fêmea botar e não iniciar o choco, ou mesmo largar o choco nos primeiros dias, principalmente se a fêmea for nova. Nesse caso a solução é a passagem dos ovos para outra fêmea ou mesmo para fêmeas de Manon (são ótimas amas), ou ainda canárias do reino. O uso de chocadeira com viragem automática para ovos de pássaros apresenta bons resultados. O período de incubação varia de 12 a 13 dias, sendo mais comum a eclosão no 13º dia.
Após o nascimento, a fêmea normalmente cuida sozinha dos filhotes, e só devemos intervir se algo de errado estiver acontecendo. No entanto, os filhotes também podem ser mantidos em incubadoras, a uma temperatura de 33 graus, sendo alimentados com papas produzidas pela industria especializada com o auxilio de uma seringa. Sugerimos a leitura do artigo Incubação Artificial e Alimentação Manual de Filhotes.
Substitua a farinhada, no mínimo, duas vezes no dia. Inclua um premix. Muitos criadores incluem antibióticos na farinhada que alimentará os filhotes para evitar diarréias. Pessoalmente entendo que a manutenção da higidez do plantel e do criatório por si só garantem o sucesso da reprodução. Quando a fêmea maltratar os filhotes, bicando e arrancando seus cartuchos de penas, podemos empregar, no ninho, uma proteção com tela de viveiro para que continue a alimentá-los sem poder bicá-los.
Há necessidade de muita observação nesse período. Os filhotes não podem passar fome ou frio. Se a fêmea não os estiver alimentando suficientemente, complemente sua dieta com papas e seringa. Nunca sacie totalmente o filhote, pois esse passaria a não pedir comida à mãe, que acabaria por esquecê-lo. Substitua o ninho por outro higienizado sempre que notar que o atual está comprometido.
No 5 º ou 6° dia efetua-se o anilhamento. O processo é muito simples. Juntam-se os 3 dedos anteriores e os inserimos grupados através da anilha (pode ser em qualquer das patas). O dedo posterior será dobrado para cima e para traz, alinhado com perna. Há fêmeas que começam a bicar a anilha dos filhotes. Se ocorrer há necessidade de proteção do ninho com tela.
Com 13 ou 14 dias os filhotes deixam o ninho. Poderão ser separados da mãe com 35 ou 40 dias, somente quando já estiverem comendo sozinhos.
Após a saída dos filhotes do ninho, devemos substituir o ninho, pois logo a fêmea reiniciará o processo reprodutivo. Poderá ocorrer de uma fêmea aprontar e pedir gala mesmo enquanto ainda está alimentando os filhotes. Não há inconveniente em que a fêmea continue alimentando os filhotes e chocando a nova ninhada. É preciso muita atenção para não perder o momento indicado para a gala. Os filhotes devem ser separados da mãe no momento da cópula. O macho e os filhotes não deverão ficar no mesmo compartimento. É possível inserir a grade separadora na gaiola da fêmea, mantendo os filhotes em um lado e a fêmea no outro.
Quando as fêmas estão agressivas com os filhotes, a grade separadoura poderá manter filhotes e fêmea separados. Ainda assim ela continuará a alimentá-los pelos intervalos dos arames.
Ao serem separados da mãe, os filhotes devem ser mantidos juntos por mais um ou dois meses, para que se sintam mais seguros. Esse procedimento poderá ser consorciado com o método de vetorização de canto do criatório.
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